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Outubro Rosa: autocuidado, prevenção e intimidade

Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele. Aqui na Gaveta, a gente fala o ano todo sobre conhecer o próprio corpo, porque é por aí que começa o prazer. No Outubro Rosa, esse mesmo conhecimento ganha outro sentido: ele também é uma forma de cuidado.

Conhecer o corpo ajuda a perceber mudanças

Saber como as suas mamas são no dia a dia, no banho, ao se vestir, em um momento de autocuidado, facilita perceber quando algo fica diferente. Os sinais que merecem atenção são:

  • Nódulo ou caroço, geralmente endurecido e sem dor
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja
  • Alterações no mamilo, como retração ou feridas
  • Saída espontânea de líquido pelo mamilo
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço

Notou alguma dessas mudanças? Procure um médico, sem esperar a próxima consulta de rotina. Na maioria das vezes não é nada grave, mas só a avaliação profissional pode dizer.

Pétalas de rosa sobre fundo escuro

O toque não substitui o exame

Observar o próprio corpo é importante, mas não substitui a consulta e a mamografia, que conseguem identificar alterações antes de elas serem percebidas ao toque. Sobre quando começar, as recomendações variam: o Ministério da Saúde indica a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, enquanto sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam o exame anual a partir dos 40. Quem tem histórico familiar ou outros fatores de risco pode precisar começar antes. O caminho mais seguro é conversar com o seu médico e definir juntos o que faz sentido pra você.

Hábitos que ajudam a reduzir o risco

Nem todo caso pode ser evitado, mas alguns hábitos estão ligados a um risco menor: manter atividade física regular, cuidar do peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar. A amamentação também é considerada um fator de proteção.

Intimidade durante e depois do tratamento

Esse é um assunto pouco falado, e que importa muito. O tratamento do câncer de mama pode mexer com a autoimagem, com a energia e com o desejo. Alguns tratamentos hormonais também podem causar ressecamento vaginal, o que deixa a relação desconfortável. Nada disso é motivo de vergonha, e quase tudo tem cuidado possível.

  • Converse com a equipe médica. Pergunte sobre o ressecamento e sobre quais lubrificantes e hidratantes íntimos são adequados no seu caso, antes de usar qualquer produto.
  • Dê tempo ao corpo. O desejo pode demorar a voltar, e não existe prazo certo.
  • Converse com quem está com você. Dizer o que está difícil e o que ainda é gostoso tira o peso dos dois.
  • Intimidade não é só sexo. Abraço, carinho, dormir junto e toque sem pressão também aproximam.
  • Busque apoio. Psicólogos e profissionais de sexologia podem ajudar a reencontrar o prazer com o corpo de agora.
Casal abraçado com carinho em ambiente escuro e luz quente

Homens também

O câncer de mama em homens é raro, mas existe. Por isso, qualquer nódulo ou alteração na região do peito também merece avaliação médica.

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Às vezes, uma conversa é o empurrão que faltava pra alguém marcar aquela consulta adiada. Se este texto fez sentido pra você, manda pra uma mulher que você ama. Cuidar do corpo também é um gesto de carinho.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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